Desperdícios e resgate

Em algum momento da vida, a elasticidade se perdeu, assim como estão defasadas a capacidade de amar, de perdoar, de me alegrar... Para resgatar a elasticidade: pilates; para todo o resto: o Espírito Santo!

Aula de pilates. O exercício é simples. Sentadas no chão, com as pernas abertas e esticadas, as alunas devem segurar um dos pés. Todas conseguem com aparente facilidade. Menos eu… Minhas mãos mal chegam ao meio da canela!

Fico pensando se não é melhor desistir, quando um pensamento me invade  a consciência: eu deveria ser capaz de fazer esse e todos os outros exercícios propostos, porque meu corpo foi dotado dessa capacidade. Eu só não consigo agora porque, durante muitos anos, abri mão das amplas possibilidades do meu organismo. Voluntariamente, desavisadamente.

De quantas outras coisas “naturais” em mim eu abri mão? Quantos atributos concedidos por Deus ao me fazer imagem e semelhança sua se perderam na minha caminhada distraída pela vida afora? Quanto desperdício de alegria, quanto amor fragmentado, quanto perdão enrijecido?

A aula está acabando. A ideia de abandonar o pilates foi embora – ele é uma chance de eu resgatar ao máximo a elasticidade perdida. Agradeço a Deus por poder frequentar a academia, por ter acesso a informações que estimulam minha capacidade mental, por tudo que me faz permanecer ativa e útil à sociedade. Mas, sobretudo, sou grata a Deus por ter enviado o Espírito Santo, que refaz o meu ser, me torna nova criatura, me remete à plenitude planejada pelo Pai na criação do mundo, na crucificação de Cristo… 

Que esse Santo Espírito Consolador seja sempre o nosso mais precioso companheiro de jornada.

“O Senhor Deus me deu o seu Espírito. (…) para dar aos que choram em Sião uma coroa de alegria, em vez de tristeza, um perfume de felicidade, em vez de lágrimas, e roupas de festa, em vez de luto.” (Is 61.1,3)

Bom dia!

Em tempo 1: Comecei o pilates por recomendação médica, pra auxiliar no tratamento da coluna.
Em tempo 2: Sempre detestei academias… 🙂

De bem com a inteligência

“Trate a sabedoria como sua irmã e o entendimento como o seu melhor amigo.” Pv 7.4

A lição na escola primária era clara e simples: os animais são seres irracionais; os seres humanos são seres racionais. Quem esquece? Pois, talvez porque durante um certo tempo só a razão parecia ter algum valor, parece que entramos numa época em que o que conta é apenas a emoção, a autossatisfação.

Agora somos estimulados a fazer o que nos der na telha, “sem pensar”. Daí que falamos e agimos sem pensar, consumimos sem pensar e até comemos sem pensar. Não nos damos conta de que, dessa maneira, abrimos mão do valioso dom concedido por Deus e que nos confere um lugar especial na criação: a capacidade de raciocínio. 

É muito bom que a humanidade esteja reaprendendo a dar a devida atenção aos sentimentos e às emoções, mas é tolice extrema abrir mão do “direito” de pensar, analisar, escolher, planejar, projetar o futuro… Uma coisa não exclui a outra. Pensamento e sentimento se complementam.

Não é hora de fazermos as pazes com o intelecto e experimentarmos a plenitude que Deus sonhou pra nós? E que tal começarmos pelo amor? “Ame o Senhor, o seu Deus, de todo o seu coração, de toda a sua alma, de todo o seu entendimento e de todas as suas forças (…) Ame o seu próximo como a si mesmo.” (Mc 12.30,31)

Bom dia!